
A banda agitou o público ao demostrar muito carisma e profissionalismo além de um som de alta qualidade.
Esperamos que uma nova apresentação da banda na cidade seja realizada no próximo ano.
Acesse e confira:
http://www.bandaincredula.vai.la/
Os artistas de Montes Claros se reúnem mais uma vez para a campanha NATAL SEM FOME: RESGATE DA ALEGRIA, que há dezesseis anos acontece na cidade, uma iniciativa do Grupo de Literatura e Teatro Transa Poética, coordenado pelo poeta e agitador cultural Aroldo Pereira, e com apoio da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura.
O NATAL SEM FOME, idealizado pelo sociólogo norte-mineiro Herbert de Souza, o Betinho, nos anos de 1990, tem como objetivo ajudar famílias com necessidades diversas, principalmente as de alimentação. As pessoas interessadas em colaborar já podem levar alimentos e brinquedos nos seguintes postos de arrecadação: Biblioteca Pública Municipal Dr. Antônio Teixeira de Carvalho, que fica no segundo andar do Centro Cultural Hermes de Paula, e Salão Infanto-Juvenil Marcolina Athayde Rabello, na Av. Dep. Esteves Rodrigues, 20, centro.
No dia 19 de Dezembro, a partir das 20:00 horas, acontece na sala Cândido Canela, no Centro Cultural Hermes de Paula, o espetáculo de encerramento da campanha, NATAL SEM FOME: RESGATE DA ALEGRIA, com a participação de artistas como: Grupo de Literatura Transa Poética, Ribeiro e Ribeirinho, Wagner Rocha, Albino José dos Santos, Giovane Sassá (Tambolelê), Renilson Durães, Elthomar Santoro e Domingos Ramos, Aroldo Pereira, Caxeta Club, Banda Cabal, Bob Marcílio, Herbert Lincoln, Willian Viana, Dayane Santos Lima, Maya y Boavista, Grupo 4 de Copas, Pedro Boi, Marcio Augusto da Gaita, Elcio Lucas, Bruno e Fabiana, Karla Campos e Norte Som. A entrada para o espetáculo é um quilo de alimento, roupas ou brinquedos.
Márcia Braça - Colaboração para O NORTE
O prefeito de Montes Claros, Athos Avelino Pereira, deu posse na manhã desta quinta-feira, 27, aos 20 conselheiros, titulares e seus respectivos suplentes, que vão compor o conselho municipal de Cultura, o ComCultura. O conselho faz parte do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura, Sismic, aprovado através da lei municipal 3880, de novembro de 2007. A iniciativa é da prefeitura de Montes Claros, através da secretaria municipal de Cultura. Ao ComCultura compete colaborar com a secretaria municipal de Cultura na formulação de políticas culturais para o município, e acompanhar a execução dos planos, programas e projetos.
Segundo o prefeito Athos Avelino, "este é um momento da formalização de um resultado, o complemento desta lei que é a grande lei da cultura do município de Montes Claros. Ela vai dispor sobre a criação do sistema do conselho e a criação do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura", avalia o prefeito.
Para o secretário municipal de Cultura, João Rodrigues, o conselho que acabou de ser constituído, passa a ter a responsabilidade de fazer com que a Lei Municipal de Incentivo à Cultura seja cumprida a partir de 2009. "Estamos consolidando um projeto que nivela Montes Claros ao sistema nacional de cultura, com suas políticas de gestão alinhadas com as políticas públicas culturais do Estado e da União", analisa João Rodrigues.
HISTÓRIA
Vinícius Almeida, presidente da Associação dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão, a AARTED, acredita que este é um momento histórico, por "consolidar a participação da sociedade junto ao poder público. E muito mais que isso, é a criação de um instrumento de fiscalização das atividades da administração no setor cultural", diz o presidente da AARTED.
Raquel Helena de Mendonça e Paula, da Coordenação de Extensão Cultural da Unimontes, acredita que a criação do conselho é um ganho para o segmento cultural da cidade. "Não é uma promessa de gestão mas um ganho real, que permitirá autonomia de realizações. Vai dar validade ao que se diz sobre sermos a cidade da arte e da cultura", diz Raquel de Paula.
Para Hebert Canela Salgado, turismólogo, o conselho é um marco para a cidade. "Vai consolidar o sistema municipal de cultura e legitimar as deliberações ligadas ao sistema municipal de cultura e a gestão cultural do município. Estaremos munidos de ferramentas para a gestão cultural. Ele vai democratizar de forma radical, pois existem aqueles artistas que esbarram em dificuldades e burocracias", reflete Hebert Salgado.
Ambientalista, João Alves do Carmo avalia que as pessoas vão conseguir usar o sistema para trabalhar profissionalmente. "Os artistas vivem aqui como piruá em panela de pipoca, e esse sistema pode dar um rumo às ações desses artistas, fazendo com que a cidade passe a ser realmente da arte e da cultura", diz João do Carmo.
CONSELHEIROS
O conselho, cuja gestão é de dois anos, deve se reunir nos próximos dias para elaborar o regimento interno. Fazem parte do ComCultura: João Carlos Rodrigues Oliveira, João Aroldo Pereira, Rita Cristo D`Aquino, Lorraine Passos Freire, Pablo Silêncio Lima, Jaime Santos Oliveira, Silvana Mameluque Mota, João Alves do Carmo, Andréa Rodrigues Fróes, Hebert Canela Salgado, Iraceníria Fernandes da Silva, Dulcinéia Caldeira Alencar, Raquel Helena de Mendonça e Paula, Terezinha Lígia dos Reis Fróes, Josecé Alves dos Santos, Selma Maria Veloso Figueiredo, Augusta Clarice Guimarães Teixeira, Vinícius Aleida Ferreira Machado, Frederico Santos e Silva, e Fábio Neves Nunes.
A idéia inicial era trazer duas das maiores bandas do estado da Bahia, firmar a parceria para que juntos pudéssemos somar em prol da cultura do rock em todo o pais além de conseguir unir o maior número possível de pessoas que estão dispostas a lutar pela arte e cultura do rock, e como sabemos que já existem não só pessoas mas também grupos organizados que lutam pelos mesmo ideais, surgiu a idéia de unir todos em um só festival independente para que juntos pudéssemos efetivar o maior já realizado na nossa região.
Infelizmente por motivos de força maior as bandas baianas inicialmente convidadas a virem participar não puderam vir desta vez mas, novas oportunidade irão surgir. Em contra partida foram indicadas duas bandas soteropolitanas independentes que vieram e participaram do evento.
As bandas Incrédula e Agressivos surpreenderam a todos os presentes no festival com shows de muita criatividade e profissionalismo.
Houve também a apresentação da banda paulistana Merrow que demonstrou igual capacidade técnica e profissional.
O festival foi um sucesso e se tornou o maior festival da música independente do norte de Minas Gerais, graças à colaboração e profissionalismo de todos os envolvidos na produção do evento totalizando 53 pessoas entre designers, jornalistas, fotógrafos, seguranças, produtores e associados.
Agradecemos à todos os sócios, músicos, colaborados, patrocinadores, apoiadores, profissionais, participantes e a todas as pessoas que tornaram este evento possível.
A parceria entre as associações é de fundamental importância para o desenvolvimento e expansão do rock em nosso pais e devemos sempre buscar outras parcerias nos demais estados nacionais.
Esse é sem dúvida um grande passo para grandes realizações que ambos poderemos efetivar.
Em contrapartida a essa iniciativa conjunta a ARMCR está indicando duas das melhores bandas de Montes Claros para se apresentarem em um dos maiores festivais da música independente do Brasil realizado pela Associação Cultural Clube do Rock intitulado Palco do Rock e acontece anualmente em Salvador – BA.
Algo que já havia sido definido entre Fred Sapúlia – presidente da ARMCR e Sandra de Cássia – presidente da ACCRBA e em função desta definição a diretoria da ARMCR indica as bandas Tetrex e Soprones para participar do Palco do Rock 2009, sendo as bandas Gritare e Umeazero suplentes das mesmas caso haja desistência das indicadas.
Esperamos que o intercâmbio e apresentação sejam possíveis pois além das bandas estaremos circulando com produtores e diretores da ARMCR.
Há também o interesse futuro de que não apenas as bandas e produtores circulem como também os festivais, é de nosso interesse levar um de nossos festivais para serem realizados em Salvador assim como também é de nosso interesse trazer festivais da ACCRBA para serem realizados em Montes Claros, criando uma maior expansão cultural em todos os aspectos.
Segue abaixo as bandas indicadas pela A.R.M.C.R. para o PALCO DO ROCK 2009:
Tetrex é uma banda que iniciou suas atividades entre final de dezembro de 2004 e janeiro de 2005, com a seguinte formação: Jaderson – Baixo, Diego – Guitarra/Vocal, Leandro – Guitarra, Virgílio – Bateria. O Tetrex teve grande influência de bandas já consagradas como Death, Judas Priest, Megadeth, Sepultura e Metallica,
A banda rapidamente conquistou tanto respeito quanto bandas já reconhecidas há anos na região norte-mineira, ainda influenciou que outras bandas que vinham fazendo covers realizassem seu próprio trabalho.
Quebrou o tabu de letras em inglês compondo metal em português, surpreendendo o público que tinha dúvidas a respeito da qualidade de metal com letras
A banda chegou a tocar em diversos eventos no Norte de Minas Gerais (Brasília Rock Festival, Estação do Rock, MetalMoc, Rock Reunion etc...), mudou de formação várias vezes, tem um DVD gravado no primeiro Metal Moc Rock Festival (2006), evento produzido e dirigido pela Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R). Atualmente o Tetrex se encontra em studio, ensaiando e se preparando para finalizar a gravação do seu primeiro disco que se caracteriza mais voltado para o Thrash/Death Metal, com o título “Brutalidade Insana”.
Links:
Vídeos:
Ganância
http://www.youtube.com/watch?v=IysAPsu_3Ms
Inimigos
http://www.youtube.com/watch?v=W3Rv5qwMQW0
Fúria Despertada:
http://www.youtube.com/watch?v=OTGq5RGnZ3A
Ruas De Sangue:
A BANDA SOPRONES FOI FORMADA EM 2008, COM O OBJETIVO DE MOSTRAR A INQUIETAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL DE SEUS MEMBROS ATRAVÉS DA MÚSICA.
COMPOSTA POR “CLAYTON SOUZA” NOS VOCAIS, “ANDREY MEOLI” NA GUITARRA, “RICARDO CARBURAS” NO BAIXO E “DANILO BALIZA” NA BATERIA.
O QUARTETO ENFIA O DEDO NAS FERIDAS DA SOCIEDADE SEM MEDO. APRESENTANDO EM SUAS CANÇÕES LETRAS FORTES E DIRETAS, COM SONORIDADE AGRESSIVA CARACTERÍSTICA DO ESTILO PUNK ROCK, HARDCORE. E SOM PRA DESTRUIR OUVIDOS ALHEIOS!
Links:
Por Ynaiã Benthroldo | Cubo Discos e Macaco Bong | Cuiabá-MT
Certeza. Foi uma experiência fantástica. Além de conhecer outro país, outra cultura, pessoas diferentes, nos sentimos muito em casa. Com relação a tudo. Fizemos muitos contatos importantes para os trabalhos que desenvolvemos aqui no Brasil. Conhecemos estúdios de gravação, produtores de vídeos, casas de shows, muitas bandas, fotógrafos, videomakers, radios, até fizemos um ensaio fotográfico e a nossa 1ª entrevista internacional na rádio da universidade federal de Montreal, onde nós falamos em ingles (rsrs) e Helena, (nos recebeu em sua casa, e trabalha na rádio, novo contato forte para distribuição via web) fez a tradução para o francês. Ouça o programa clicando aqui.
Trabalhamos bastante, essa é a nossa pegada. Trabalhar, produzir, circular, incluir. Quando estavamos lá, pensamos por várias vezes como seria se outras bandas brasileiras, se não nós, estivessem naquele local, conhecendo aquelas pessoas e tendo aquelas oportunidades. Pensei, quantas delas produziriam conteúdos de lá para cá. Quantas delas fariam uma lista de bandas brasileiras para passar na rádio. Quantas delas procurariam conhecer estúdios de gravação, produtores e pessoas que trabalham com a cadeia musical independente. E isso tudo para DEMOCRATIZAR e INCLUIR outros PARCEIROS nessa nova relação que esta sendo criada entre o Brasil e a América do norte.
Vamos nos tornas Gestores ?! vamos passar de fase?! Vamos crescer?! Vamos nós, bandas, começar a nos articular em grupos e fortalecer as parcerias?!
-Sim ?
-não!
É isso que agente percebe da maioria das bandas brasileiras. Um não ao trabalho em coletivo e autogestionario.
O que 'nego' quer é ser Artista mesmo, ter pessoas que cuidem do seu trabalho. "O que eu quero é só curtir, não é para isso que agente monta uma banda de Rock? pra comer mulher e ficar doidão ?!"
Para outras bandas (poucas infelizmente), vale a consciência: não é para isso que eu trabalho.
Com essa viagem, pude ver que estamos no caminho certo aqui no Brasil. A linguagem do independente deles é muito parecida com a nossa aqui - Pedreiro. Carregue seu carro, monte o seu palco, toque, desmonte e vá para a próxima. Produza shows, toque bastante, e saiba o seu tamanho. Coisa que eu acho que falta para muitas bandas brasileiras. Aqui, muitas bandas vivem um sonho de "somente me preocupar com o meu ser artista" e ter alguém para fazer o resto do trabalho. Essa realidade, ultrapassada no meu ponto de vista, ainda faz com que muitas bandas brasileiras percam o norte, tempo e oportunidade. A falta de gerenciamento do seu trabalho traz uma dificuldade nas parcerias que devem ser firmadas entre as bandas e todos os outros setores de produção da cadeia da música. Existe um circuito hoje no brasil que trabalha muito nessa pegada. Com bandas que estão afim de trabalhar! E quando digo trabalhar, não é só tocar, lançar discos e fazer turnês. Isso é uma das frentes do trabalho da banda.
Banda é um coletivo. Partindo desse princípio, temos que agir como um coletivo, trabalhando com a cadeia produtiva da música, a possibilidade de circulação é bem maior. E de uma forma muito mais qualificada e coerente com a realidade. Lá fora o que se vê são bandas trabalhando em coletivos, se auto-gerindo; bandas produzindo bandas, assessorando bandas e tudo de uma forma muito bem organizada e distribuída. As "booking agencys" são bem claras com relação a suas parcerias estabelecidas. Não ficam com uma banda pelo dinheiro que ela pode trazer. Quando uma banda fica "grande", ela ja é responsavel pelo seu próprio caminhar. Ninguem quer ser babá de banda. Aqui ainda vemos um modelo de gestão arcaico, no qual as bandas procuram por alguém para trabalhar por elas, para articular por elas. E ai eu pergunto, por que? Será que as bandas não acreditam no seu potencial? Será que as bandas se auto julgam incompetentes para executar a gestão de seu proprio trabalho? ou será preguiça?
Ai muitos responderão, ah, mas você fala isso porque faz parte da panelinha da Abrafin, Circuito Fora do Eixo e bla bla bla..
Não! Eu não faço parte de uma panelinha, faço parte de um processo de construção, que no meu caso teve inicio em Cuiabá, há 4 anos atrás, quando eu conheci o Espaço Cubo e os seus membros. Posteriormente conhecemos pessoas que trabalhavam com metodologias parecidas em vários locais do Brasil. E a rede foi sendo formada e estabelecida. Ninguém é obrigado a trabalhar com pessoas que não compactuam com os mesmos ideais. Isso não funciona. É como montar um time com os zagueiros do adversário.
E o que eu pude perceber no simpósio que aconteceu no Pop Montreal, com produtores de festivais, agências de shows, casas de shows e todos os envolvidos com a cadeia produtiva da musica é que: temos que trabalhar em conjunto. As bandas tem que saber o que elas querem. Vejo bandas que, como nós, começaram ontem e querem ser tratadas como a GRANDE DESCOBERTA DA MÚSICA BRASILEIRA DOS ÚLTIMOS TEMPOS, ou como AS BANDAS INDEPENDENTES QUE VÃO ABRIR PORTAS PARA NÓS NO MERCADO MAINSTREAM. Pára! Vamos ser racionais. Lá fora só existe uma cena independente e de festivais tão foda, porque as bandas já entenderam isso a 10 anos atrás. Lógico que há uma série de fatores que fizeram com que eles tivessem uma melhor condição para isso, mas cada lugar com a sua particularidade, pois o que está sendo colocado aqui é o POSICIONAMENTO das bandas, esse que faz com que as bandas pensem somente nelas e em mais nada.
A quanto tempo poderíamos ja ter uma AGÊNCIA NACIONAL DE BANDAS INDEPENDENTES, formadas por BANDAS INDEPENDENTES que discutiriam e acrescentariam muito na formação desse nosso mercado brasileiro, qualificando a discussão com propostas coerentes com a nossa realidade. Mas porque isso não acontece ainda? Por que as bandas preferem se preocupar com o dela? Só o dela, negociar no varejo, ser pequeno, rasteiro, falar mal pelas costas e querer te abraçar pela frente. Isso é ridiculo.
Na real, dessas de hoje, poucas restarão.
Samuel Fagundes Repórter
O Rock Reunion, festival realizado no ultimo fim de semana na Casa da Juventude, reuniu bandas de Montes Claros, Brasília de Minas, Salvador e São Paulo e contou com a presença de mais de 1600 pessoas nos quatro dias de shows, palestras e oficinas.
(foto: COLETIVO RETOMADA)
Mais de 1600 pessoas compareceram aosquatro dias de Rock Reunion
O estudante Thiago Eliedson, que freqüenta shows de rock já há algum tempo, ressalta que o festival foi muito bem estruturado e organizado, sendo inclusive mais seguro que outros eventos do tipo.
EVOLUÇÃO
Para Franklin Chaves, ex-vocalista da banda Proud e que vivenciou um momento mais difícil do rock em Montes Claros, os eventos de rock atuais evoluíram muito e com isso se formou uma nova cena que vem atraindo cada vez mais pessoas.
- Os shows de rock de antigamente eram muito mal organizados e na época nós não tínhamos uma estrutura como a que eu pude presenciar no Rock Reunion. Eu nunca havia visto uma estrutura de show desse nível para bandas de Montes Claros tocarem. E eu tive a oportunidade de ver aqui um dos melhores shows da minha vida. A cena está perfeita, e está surgindo uma nova galera que comparece em peso aos shows – afirma Franklin.
Tiago Ramos Ferreira é baixista da banda Dharma que veio de Brasília de Minas para tocar no festival. Para ele o evento superou as expectativas em todos os aspectos, desde a organização ao público.
- Esse é nosso terceiro show, já havíamos tocado antes em Brasília de Minas, e estamos trabalhando um CD independente. Nós tínhamos uma expectativa muito grande de vir tocar em Montes Claros e participar do primeiro Rock Reunion. O evento chamou nossa atenção, e com certeza o show superou o que esperávamos. O som estava ótimo, a organização não deixou a desejar em nada, e o público ainda não conhece a banda, mas mesmo assim participou ativamente e isso com certeza é muito bom. Sempre que tivermos uma oportunidade de voltar a Montes Claros, a gente vem com maior prazer – conta o baixista.
ECLÉTICO
Bandas de variados estilos dentro de rock se apresentaram e agradaram o público que não parou por nenhum momento. A banda Sofia, que já tem mais de cinco anos, foi uma das atrações do sábado. O vocalista da banda, João Paulo Dourado revela que apesar da banda tocar um som mais pop, o público participou com muito entusiasmo da apresentação.
- Nossa banda não é de rock pesado, nos tocamos um pop rock com algumas pitadas de hard rock que é o que nós gostamos de fazer e a galera teve uma aceitação muito boa – afirma João Paulo.
INTERCÂMBIO CULTURAL
Vários produtores e ativistas culturais de diversas partes do País participaram do festival. Ricardo Sales é produtor musical da banda Incrédula que veio de Salvador, Bahia, para tocar no evento. O produtor revela que pretende levar a idéia e a estrutura do Rock Reunion para seu estado.
Vinda da capital paulista a banda de rock céltico Merrow
Para Marcos Reis, percussionista da banda Merrow de São Paulo, a Associação do Rock de Montes Claros e Região, é uma das grandes responsáveis no crescimento da cena do rock na cidade. Ele conta que em São Paulo apesar deles terem mais espaço, o fato da cidade ser muito grande acaba dificultando ações coletivas como a do Rock Reunion.
PRESENÇA FEMININA
A presença feminina não ficou somente entre o público, as bandas Merrow, Incrédula e Lócus mostraram que seja no vocal ou exercendo alguma outra função, a presença das mulheres alem de acrescentar qualidade às bandas e ao evento é de extrema importância para a cena cultural. A estudante Daniela Santos Borborema é a vocalista da Lócus, ela revela que teve um pouco de receio no início, pois segunda ela ainda existe um certo preconceito em relação a mulheres que cantam esse estilo.
A banda Lócus é uma das poucas bandas de rock da cidade com uma presença feminina nos vocais
- Eu confesso que fiquei com medo, porque eu acho que ainda existe um certo preconceito com relação a uma mulher cantar esse estilo, mas eu acho que isso chamou a atenção do público. Eu reparei que as pessoas pararam para prestar atenção, o que aumentou minha responsabilidade no palco, mas o show foi muito bom. Esse evento foi muito importante para nossa cidade, porque é uma maneira de apoiar as bandas independentes e incentivar a composição própria e assim mostrar a nossa cultura - afirma Daniela.
UNIÃO
O Rock Reunion foi promovido pela Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R), secretaria municipal de Cultura, Stúdio Rock, Plug Cooperativa de Cultura Independente, site Solte o som.com.br, Instituto geraes de Arte Independente e o Coletivo retomada. O evento ainda conta com o apoio da Associação Cultural Clube do Rock de Salvador, Associação dos Fotógrafos Profissionais de Montes Claros, jornal O NORTE, dos sites Bem na net, Riskanet e Jornalismo Possilga, do Hollywood rock bar, Stereo produtora, Tocata instrumentos musicais, rádio Transamérica, Uhu fanzine, Souza de Paula Comunicação e da Coordenadoria da juventude.
Para mais informações sobre a Associação do Rock de Montes Claros e Região acesse www.armcr.blogspot.com.
Fonte: http://onorte.net
Será realizada nos dias 06, 07, 08 e 09 de outubro a primeira edição do Rock Reunion, festival que irá reunir 20 bandas, sendo 17 de Montes Claros, duas de Salvador e uma de São Paulo, de variados estilos dentro do segmento musical que é o rock.
Fred Sapúlia, presidente da A.R.M.C.R., que reúne bandas de rock de Minas, da Bahia e de São Paulo
O objetivo do festival, segundo Fred Sapúlia, presidente da A.R.M.C.R. - Associação do rock de Montes Claros e região, realizadora do evento, é tornar pública a riqueza cultural e artística do rock existente em nossa região.
- Pretendemos mostrar ainda a vários setores da sociedade montes-clarense que o rock não é desorganizado e marginalizado, como antes, e que hoje merece receber apoios importantes para se firmar no cenário cultural e artístico do Norte de Minas.
Alem dos shows, acontecerão palestras e oficinas que abordarão temas ligados ao rock. Ainda será exibido e comentado o documentário Butinada, que conta a historia dos punks no Brasil.
De Salvador, a banda Incrédula
Para o vendedor Charles Elton Durães, que escuta rock há 22 anos e é integrante da banda Fúria, que é uma referencia do estilo punk hardcore na cidade, a exibição desse documentário é de extrema importância para os mais jovens que não tiveram a oportunidade de conhecer e vivenciar o início do estilo no Brasil.
Ele afirma também que hoje está mais fácil fazer rock, devido à grande melhora na organização e na estrutura dos eventos, mas ressalta que a divulgação ainda poderia ser mais abrangente.
- Os shows de hoje são mais organizados, o pessoal tem mais espaço e com uma estrutura melhor, está mais fácil de fazer rock. O que eu acho é que deveria ter uma divulgação além da internet, porque muita gente, como eu, por exemplo, não tem acesso a esse tipo de mídia e às vezes nem fica sabendo de alguns shows. Panfletos deveriam ser feitos como fazíamos antigamente, quando saíamos pregando eles em postes e divulgando de todas as maneiras possíveis o evento. A exibição do documentário Butinada vai ser muito importante, porque o pessoal vai conhecer a raiz do punk e do hardcore no Brasil, saber o que os caras passaram e vivenciaram na época da ditadura. Vai ser muito bom, porque vai abrir a mente dessa moçada mais jovem para eles saberem o que é punk e hardcore, de onde veio, o idealismo. Porque não é só o som, tem outras coisas por traz disso tudo - diz Charles.
OBJETIVO
O objetivo do festival, segundo o presidente da A.R.M.C.R., Fred Sapulia, é tornar pública a riqueza cultural e artística do rock existente em nossa região, assim como também para mostrar para vários setores da sociedade montes-clarense que o empresariado poderia e deveria apoiar mais esse tipo de iniciativa, que o rock não é desorganizado e marginalizado como era antes, e que o investimento e apoio a esse segmento, alem de ser de fundamental importância para o enriquecimento cultural da cidade, geram bons resultados.
OFICINAS
Fred Sapulia conta que para as palestras e oficinas foram selecionadas para pessoas que estão realmente interadas no movimento do rock e que têm propriedade para falar sobre determinados assuntos. Segundo ele, a expectativa é que cerca de 700 a 800 pessoas compareçam por dia nos shows e de 200 a 300 pessoas nas oficinas e palestras.
O editor chefe do jornal O NORTE, Reginauro Silva, ministrará na sexta-feira, às 19h30, na sala Geraldo Freire, palestra sobre ética e responsabilidade social. Para Reginauro, o rock vem evoluindo naturalmente em Montes Claros e no Brasil, e que essa evolução serve para mostrar que o rock não precisa ser sinônimo de confusão, baderna e violência - o rock é hoje mais um instrumento de divulgação e disseminação da cultura independente.
- È muito importante esse tipo de iniciativa, porque há algum tempo o roqueiro de modo geral era tido como uma pessoa ligada às drogas, à violência e à insegurança pública de modo geral. Essa imagem começou a ser desconstruida principalmente a partir da criação da Associação do rock de Montes Claros e região, que vem sendo muito bem sucedida através da promoção de vários eventos, levando a sociedade a interagir mais com os roqueiros, que são pessoas de paz, alegres, que visam principalmente difundir a cultura por meio da música. Nesse aspecto, é preciso que as novas gerações tomem conhecimento de que houve esse passado negro na relação do rock com a sociedade e que hoje já está desaparecendo. É preciso que as novas gerações, através da ética e da boa convivência procurem difundir ainda mais essa interação do rock com a sociedade civil - conta Reginauro Silva.
CONSELHO DE CULTURA
Na última segunda-feira, 29, durante eleição para o Conselho municipal de Cultura, a Associação do rock de Montes Claros e região conseguiu eleger representante para a cadeira de 2º suplente no órgão. Fred afirma que esse foi um grande passo para o cenário do rock de Montes Claros.
- Foi um grande passo, porque agora temos uma representatividade dentro do Conselho municipal de Cultura. Apesar de sermos 2º suplente, fazemos parte desse conselho e somos a única entidade cultural da música que o integra. Então, temos que representar não só o rock, como toda a classe artística envolvida com a música. É muito importante porque daqui para frente teremos mais visibilidade dentro da cultura de Montes Claros - afirma o presidente da A.R.M.C.R.
APOIO
O festival será o maior evento de rock realizado na cidade e é promovido pela Associação do rock de Montes Claros e região, secretaria municipal de Cultura, Stúdio rock, Plug cooperativa de cultura independente, site Solte o som.com.br, Instituto geraes de arte independente e o Coletivo retomada.
O evento ainda conta com o apoio da Associação cultural clube do rock de Salvador, Associação dos fotógrafos profissionais de Montes Claros, jornal o Norte de Minas, dos sites Bem na net, Riskanet e jornalismo Possilga, do Hollywood rock bar, Stereo produtora, Tocata instrumentos musicais, rádio Transamérica, Uhu fanzine, Souza de Paula comunicação e da Coordenadoria da juventude.
SERVIÇO
As palestras e oficinas são gratuitas e começam nesta quinta feira a partir das 18h na Sala Geraldo Freire. Os shows começam no sábado também a partir das 18h na Casa da Juventude. Os ingressos para os shows custam R$ 5 e podem ser adquiridos na entrada.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
QUINTA-FEIRA 06/11
18h – Oficina de Sonorização – Studio Rock
19h30 – Palestra: O cenário artístico-músico-cultural do rock regional – Rodrigo de Paula
20h20 – Palestra: Leis de incentivo a cultura – Marcelo de Paula
21h - Oficina de comunicação – Rodrigo de Paula, Emanuela Almeida, Samuel Vasconcelos e Carol Marinho.
22h30 – Palestra: Produção de gravação autoral – Danilo Baliza Seixas
SEXTA-FEIRA 07/11
18h00 – Oficina de Guitarra- Warleysson Almeida
19h30 – Palestra: Ética e responsabilidade social – Reginauro Silva
21h- Oficina de Bateria - Leo
22h30 - Apresentação do Documentário Butinada – Elpidio Rocha e Dayan
SABADO 08/11
18h00 - DHARMA
18h40 - HAYRA
19h20 - SOFIA
20h00 - PLAYLIST
20:40 - 4 DE COPAS
21h20 - TETREX
22h00 - MERROW
22h40 - INCRÉDULA
23h20 - AGRESSIVOS
00h00 - VOMER
DOMINGO 09/11
18h00 - ÁLAMO
18h40 - FEEBLE
19h20 - AT4
20h00 - GRITARE
20:40 - LÓCUS
21h20 - SOPRONES
22h00 - EXORCISTA
22h40 - GORY STAGE
23h20 - UMEAZERO
00h00 - RUÍDO JACK
Fonte: http://reginauro.blogspot.com/2008/11/comea-maior-festival-de-rock-da-regio.html
Ascom/SeC
Representantes de várias entidades artísticas e culturais participaram na nesta semana, na sala Cândido Canela do Centro Cultural Hermes de Paula, da votação para eleger três membros e seus suplentes, que irão compor o Conselho Municipal de Cultura, o ComCultura.O mandato é de dois anos, quando serão eleitos novos membros.
O conselho faz parte do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura, Sismic, aprovado através da lei municipal 3830, de novembro de 2007. A iniciativa é da Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Cultura.
Foram eleitos como conselheiros: Josecé Alves Santos, da Associação dos Artistas do Norte de Minas; Selma Maria Veloso Figueiredo, da Associação dos Artesãos de Montes Claros, e Clarice Sarmento, da Fundação Cultural Marina Lorenzo Fernandez, e representando ainda a Academia Montes-Clarense de Letras. Como suplentes foram eleitos: Vinícius Almeida Machado, presidente da Associação dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão, AARTED; Frederico Santos e Silva, da Associação do Rock de Montes Claros e Região e Fabio Neves, presidente do Instituto de Cultura, Comunicação e Arte da Periferia.
AVANÇO E RESPONSABILIDADE
Para Clarice Sarmento, a grande vitória é que antes o setor artístico da cidade se fazia ouvir mas não se fazia representar. Nós agora teremos visibilidade, avalia Clarice Sarmento, que é folclorista, professora de música e maestrina.
Selma Maria Veloso Figueiredo, acredita que a criação do conselho vai ajudar artesãos e artistas de toda a cidade. Segundo Josecé Alves, nós temos o compromisso não apenas com os artistas mas com toda a sociedade. Esta é uma oportunidade de encontrar novos caminhos, e temos certeza que eles vão surgir, diz Josecé Alves.
Representante da Associação do Rock, Frederico Santos e Silva acredita que o conselho vai trazer uma representatividade real. Nosso objetivo é estar apoiando todos os segmentos culturais, analisa.
Fábio Neves, presidente do Instituto de Cultura, Comunicação e Arte da Periferia, eleito suplente, analisa que o ComCultura tem a responsabilidade de estar dentro de uma perspectiva de avanço cultural. Nós também temos uma outra responsabilidade que é, não de levar para a periferia a cultura, porque ela já existe lá, mas de estar valorizando o que é produzido pelos seus artistas ou fazedores culturais, finaliza Fábio Neves.